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O ultra-som terapêutico tem sido aplicado a uma grande variedade de patologias, entretanto a eficácia terapeutica ainda é incerta, mesmo após 50 anos de uso clínico disseminado e numerosos estudos relatados na fisioterapia. Várias revisões desses estudos refletem essa incerteza, criticam a metodologia de grande parte da pesquisa publicada e pedem novos estudos. Desses, Holmes e Rudland (1991) consideraram 18 publicações relativas a lesões agudas de tecidos moles, e as únicas três que eles julgaram metodologicamente satisfatórias chegaram a conclusões diferentes. Schlapbach (1991) revisou nove estudos que envolvem distúrbios musculoesqueléticos, observando que muitas questões continuam sem resposta. Essa última revisão considerou o ultra-som efetivo para o tratamento da epicondilite lateral do úmero com base em um estudo cuidadoso de Binder et al., (1985). Holdsworth e Anderson (1993), também concluíram que o ultra-som produz uma resposta favorável na maioria dos pacientes com essa condição-ver também outras revisões com Lundeberg et al.(1988), Haber e Lundeberg(1991) e Pienimaki et al(1996).
Kitchen e Partridge(1990) também, em uma revisão de amplo alcance, observaram uma falta de estudos clínicos bem controlados que pudessem ser produzidos para testar os efeitos do ultra-som. Partridge (1987) chegou a conclusões similares e McDiarmid e Burns(1987) concluíram que “ao buscar evidências científicas para verificar os benefícios do ultra-som ou decidir sobre os parâmetros ideais de tratamento, os fisioterapeutas são confrontados com evidências inadequadas e geralmente confusas”.
Outras pesquisas como em:Úlceras Varicosas: Vários estudos controlados têm demonstrado a efetividade da terapia com ultra-som para cicatrização de úlceras varicosas(Dyson e Suckling, 1978; Roche e West, 1984; Callam et al., 1987) e úlceras de pressão(McDiarmid et al., 1985). No tratamento da doouve também relatos favoráveis sobre o uso do ultra-som para alívio de dor na herpes-zoster(Garrett e Garrett, 1982; Jones, 1984; Payne, 1984). Patrick(1978) sugeriu seu uso para dor lombar e Nwuga(1983) para prolapso de discos intervertebrais.
Nas lesões de tecidos moles,foram encontrados bons resultados após cirurgia dentária(El Hag et al., 1985), em lesões de tecido mole e esportivas (Dyson, 1989), em lesões ocupacionais (Middlemast e Chatterjee, 1978) e no pós-natal(Ferguson, 1981; McLaren, 1984).
Contudo, estudos controlados mais amplos (Grand et al.,1989; Everett et al., 1992) sobre o valor do ultra-som para dor pós-natal no períneo não demonstraram um benefício claro e significativo além do efeito placebo(ver também Hay Smith e Reed, 1997).
Everett et al. constataram , porém, que o grupo tratado teve melhora significativamente maior em certas medidas de dor/desconforto. Munting (1978) relatou melhora para ombros doloridos, porém subseqüentemente Downing e Weinstein (1986) encontraram pouco benefício.
Na cicatrização Patrick (1978) relatou melhora na qualidade da cicatriz e no tecido fibroso em excesso, Markham e Wood (1980) relataram melhora na contratura de Dupuytren ; Fieldhouse (1979) observou melhora em cicatrizes doloridas e endurecidas de episiotomia e Clarke e Stenner (1976) relataram melhora na fascite plantar.
Em lesões ósseas a terapia com ultra-som nas primeiras duas semanas após uma lesão pode aumentar a consolidação óssea, porém, quando administrada a uma fratura instável durante a fase de proliferação da cartilagem, pode resultar na proliferação de cartilagem e portanto diminuir a consolidação óssea (Dyson, 1989).
A Fisioterapia baseada em evidencias produz mais resultados positivos, que qualquer outro tipo de tratamento sem base cientifica.

O Ultrasom na Fisioterapia baseado em evidências.

Dr. Gerson Birk

ULTRASOM TERAPÊUTICO